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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Máscaras

Estou entrando de férias e me deparei que está em época de carnaval! Gosto de axé, pode parecer estranho uma alemoa gostar desse estilo de música, mas o fato é que de um jeito ou outro mexe com os ossos e isso é muito bom, hehe
Hoje escutei uma música da Cláudia Leitte, não sou fã dela, mas gostei da letra, fala das máscaras. Na letra ela fala para se despir de tudo que vestiu, deixar as máscaras caírem, deixar rolar, sentir a música que vem do chão e sacode os sentidos. Libertar a mente do que a mentira contou, como for!
Daí me peguei lendo o blog de uma menina jovem, mas um tanto madura que fala sobre ser você mesmo!
Parei pra refletir no dia-a-dia. Quantas pessoas são realmente o que são? Será que podem ser o que são?
Quantas máscaras um pessoa pode ter? Nossa!!!Quanta divagação! Mas é verdade, muitas vezes a pressão da sociedade nos impõe tal comportamento, tal modo de falar que quando se tem a oportunidade de ser o que se é, não se sabe mais, já se confundiu!
Ás vezes é bom ter uma máscara, naquelas situações onde você gostaria de estar se enfiando embaixo de uma mesa e ou , como o avestruz, num buraco, de tanta vergonha!
Bom o fato é que não sei dizer se é bom ou ruim, tenho a mania de observar as pessoas, e tentar entender o porquê dos comportamentos delas, e nisso já observei pessoas que utilizam a carapuça, ou máscara de diversos modos e situações adversas.
E eu? Faço uso de máscaras? Hum....não sei! Costumo ser muito sincera, já me ferrei por isso, mas também já aprendi a lidar com esse jeito sagitariano de ser franco! Sair pela tangente em ocasiões que qualquer comentário pode sujar a sua barra tem sido uma das alternativas, embora digam que quem cala consente né!
Mas pra tudo há um jeito de falar, eu sou bem melhor escrevendo do que falando porque a expressão facial, as minhas caras e bocas, me entregam de um jeito ou outro, quem me conhece sabe bem isso!
Então vamos nos despir das máscaras e ser quem se é, na sua essência!
Bjux e até a volta!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tempo - Carlos Drummond de Andrade



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente… …
Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada. Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente…Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!

P aradoxo do Nosso Tempo - George Carlin

Para refletir...

   
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mulher Despida

Recebi por newsletter e gostei, sempre ela a Martha Medeiros ...

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor.


Martha Medeiros